AbdominoplastiaGluteoplastiaLipoaspiraçãoMamoplastiaPrótese Mamária

Antigamente conhecida como dermolipectomia abdominal, a cirurgia plástica do abdome evoluiu consideravelmente nos últimos anos incorporando uma série de procedimentos que envolvem uma ampla abordagem das várias estruturas anatômicas e não apenas a retirada de um fuso de pele e gordura infra-umbilical.

Cada caso deverá ser analisado em particular para se estabelecer as prioridades no tratamento bem como a programação cirúrgica. Geralmente, devido a ação da gravidez ou mesmo de variações do peso, o(a) paciente apresenta uma associação de flacidez cutânea, excesso de gordura e flacidez músculo-aponeurótica da região abdominal. Cada uma dessas alterações deverá ser abordada pela técnica que apresente os melhores resultados às custas da menor morbidade possível.

A lipoaspiração no abdômen está indicada quando existe acúmulo de gordura localizada, e uma boa qualidade da pele, onde a retração cutânea pós-operatória poderá ser suficiente para evitar flacidez residual. Já nos casos onde haja acentuada flacidez cutânea e/ou muscular, é necessário corrigir essas condições através da resseção de pele e plicatura dos músculos abdominais (acinturamento). Nesses casos, a cicatriz e o descolamento são maiores, porém necessários para que se atinja os resultados desejados. Em grande parte desses(as) pacientes, indicamos a lipoaspiração como coadjuvante em áreas adjacentes menores, a fim de promover um contorno corporal mais equilibrado.

Vamos abordar aqui apenas os aspectos envolvidos na chamada “Abdominoplastia”, que é o tratamento cirúrgico das alterações de pele, gordura e músculos abdominais. Como em todo procedimento médico, existem riscos e limitações que deverão ser amplamente discutidos previamente na consulta, para que você possa ter uma visão consciente e realista dos possíveis resultados. Em outras sessões serão discutidos os procedimentos auxiliares como a lipoaspiração e terapias não invasivas de estética corporal.
Abordaremos alguns fatores importantes a serem discutidos na consulta.

1. Idade ideal

Não existe uma idade ideal, mas sim, a oportunidade ideal que é determinada pelo aparecimento dos defeitos a serem corrigidos. Pacientes mais jovens e que ainda não tiveram filhos, geralmente apresentam uma condição de pele e musculatura mais preservada. Por outro lado, as pacientes que já passaram pela gravidez uma ou mais vezes, costumam apresentar graus de flacidez de tecidos que dificilmente será corrigida com outra técnica que não a plástica abdominal. Esta é a regra, existem também as exceções. Conhecidos estes parâmetros gerais, cada caso deverá ser analisado em particular para se estabelecer o melhor cronograma para a cirurgia e demais tratamentos.

2. As cicatrizes

As cicatrizes da plástica abdominal se localizam em volta do umbigo e na linha baixa próxima à implantação dos pelos pubianos. Ao redor o umbigo, a cicatriz costuma ser igual para os diversos casos ao passo que a inferiormente ela deverá variar de acordo com os excessos a serem retirados, ou seja, depende do tamanho e flacidez abdominal. Geralmente, a cicatriz baixa é a mesma da cesariana estendendo-se lateralmente até as espinhas ilíacas dos dois lados. Todos os esforços serão feitos no sentido de produzir uma cicatriz o mais imperceptível possível. Além da sutura adequada, algumas manobras serão utilizadas na evolução da cicatriz, como a compressão por micropore, gel de silicone, massageamento com creme manipulado, infiltração local, betaterapia e até mesmo uma revisão cirúrgica nos casos onde existe hipertrofia ou outros distúrbios da cicatrização. O importante é acompanhar os retornos e seguir as orientações, tendo sempre em mente que a cicatriz somente vai estar completamente madura de 6 a 18 meses após a cirurgia. Você deverá discutir detalhadamente essa questão com seu médico.

3. Tempo cirúrgico e anestesia

Todo o procedimento leva em torno de 2 a 3 horas, dependendo da extensão da programação cirúrgica. A anestesia é na maioria dos casos realizada sob bloqueio anestésico peridural, com uma sedação prévia realizada pelo anestesiologista. A anestesia geral fica reservada para casos selecionados onde se realiza algum tipo de associação com outras cirurgias.

4. Pós-operatório

Os pacientes raramente se queixam de dor neste procedimento, embora não possamos garantir tal evolução, uma vez que o limiar de dor pode variar significativamente de uma pessoa para a outra. Caso exista algum desconforto, as medicações convencionais são suficientes para resolver o problema, sempre com o devido conhecimento e prescrição do médico.
O inchaço costuma ser intenso nos primeiros dias, quando o repouso é fundamental. Manchas vermelhas ou arroxeadas podem se instalar nas áreas descoladas por uma a duas semanas. Os pontos serão retirados a partir do 7° dia. As suturas são realizadas com fio absorvível e pontos internos (inaparentes), mais fáceis de serem retirados e que não deixam muitas marcas. Um dreno é mantido até o dia seguinte e a paciente vai de alta sem ele. Os curativos serão agendados pelo médico e a melhora do edema costuma acontecer até o primeiro mês, após a qual haverá ainda um inchaço residual e discreto que poderá persistir por alguns meses, sem impedir que o(a) paciente tenha as suas atividades sociais cotidianas. A cinta compressiva abdominal deverá ser usada por 2 meses. Os esforços físicos devem ser evitados neste período inicial, bem como a exposição ao sol.

5. Tempo de internação e curativo

A alta costuma ser no dia seguinte, logo pela manhã. O curativo é bastante simples sobre as incisões. Nas primeiras duas semanas, a paciente deverá andar curvada para não distender a região operada. Esta postura vai sendo liberada gradativamente à medida em que a recuperação se estabelece até o 14° dia.

6. Observações

Normalmente após 6 meses já não haverá inchaço residual. Entretanto, logo após o primeiro mês já teremos uma grande redução do edema com o aspecto desejado de um abdome mais bonito. As cicatrizes, por sua vez, deverão passar por todas as fases de maturação até que se atinja o resultado esperado, dentro de 6 a 18 meses. Conforme mencionada numa questão anterior, durante este período, algumas manobras poderão ser adotadas nos retornos, a fim de se otimizar o processo de maturação cicatricial.
É certo que haverá perda de peso e também de medidas mas não se pode dar garantias numéricas de seu próximo manequim. Este é um aspecto a ser bastante bem compreendido durante a consulta.
Se você está ciente do que deseja e o cirurgião puder lhe propiciar aquilo que você pediu, sem dúvida você ficará satisfeito(a) com o resultado. As fotografias de pré e pós-operatório poderão comprovar a grande melhoria do contorno corporal. Entretanto, é importante levar em consideração o fato de que, em alguns casos, a plástica abdominal isoladamente pode não proporcionar tudo aquilo que é possível atingir no contorno corporal. Muitas pacientes poderão se beneficiar ainda mais por lipoaspirações associadas e terapias estéticas auxiliares.

Recomendações

A) Pré-operatório

1) Comunicar qualquer anormalidade que possa lhe ocorrer, quanto ao seu estado geral até a véspera da internação.
2) Fazer dieta rica em vitaminas e proteínas, e pobre em gorduras ( principalmente as saturadas ) e colesterol.
3) Não tomar ASPIRINA ou AAS por no mínimo 15 dias antes da cirurgia.
4) Evitar café, frituras, doces, refrigerantes, bebidas alcoólicas e refeições de difícil digestão 3 dias antes da cirurgia.
5) Evitar cigarro por no mínimo 15 dias antes da cirurgia.
6) Tomar VITAMINA C 1g. ao dia, 10 dias antes até 15 dias após a cirurgia.
7) Tomar ARNICA CH6, 2 glóbulos 5 vezes ao dia, 15 dias antes até 15 dias após a cirurgia
8) Nos casos de “intestino preso”, comunicar seu médico e usar dieta e medicação laxativa na véspera da cirurgia.

B) No dia da cirurgia

1) Comparecer à clinica no horário previsto na sua guia de internação, em jejum absoluto de 8 horas.
2) Não usar maquiagem, jóias e roupas íntimas de tecido sintético no dia da internação.
3) Realizar a raspagem dos pêlos pubianos se solicitado pelo médico.
4) tomar banho com sabonete neutro (glicerina), lavando bem as áreas a serem operadas.
5) Leve um pijama ou camisola que seja leve e fácil de abrir e de abotoar e não camiseta, pois a limitação de movimentos com os braços poderá atrapalhar a sua colocação.
6) Calçar meia elástica ( ¾ ) de suave ou média compressão.
7) Levar a malha elástica pós-cirúrgica (encomendar préviamente à Lídia ou Daniela).
8) Venha acompanhado (a) para a internação e saiba que não poderá retornar para sua casa dirigindo.

C) Pós-operatório

1) Repousar em decúbito dorsal com cabeceira e pernas elevadas , o que deverá reduzir a tensão na cicatriz, o edema e o risco de hematomas.
* Também pode deitar de lado desde que use 3 travesseiros (para obter conforto e segurança); 1 na cabeça; 1 entre as pernas e outro na frente do tronco para se abraçar.
2) Alimentação leve a partir do dia seguinte. Tomar bastante líquido ( água, isotônicos, suco natural de frutas ). Carnes, leite e ovos ( proteínas ) também são recomendados.
3) Manter a posição curvada ao andar e com passos curtos e lentos.
4) Evitar esforços físicos, principalmente envolvendo a região operada. Não subir escadas e não usar salto alto por 30 dias.
5) Voltar ao consultório para curativo e revisão nos dias estipulados.
6) Evitar traumatizar ou mesmo “coçar” as cicatrizes.
7) Usar a malha compressiva abdominal por mínimo de 2 meses.
8) Dependendo de sua evolução pós-operatória, você poderá voltar moderadamente às suas atividades cotidianas, após 2 a 4 semanas.
9) Evitar sol e calor intenso por 3 meses.

A colocação de prótese de silicone nos glúteos é uma decisão importante na vida de uma mulher e, como tal, não deve ser tomada sem o devido tempo de reflexão para compreender adequadamente todas as implicações deste ato. Normalmente, em face de apresentar o bumbum flácido ou com pouca projeção, muitas pacientes vivenciam situações desagradáveis em seu cotidiano e isso tudo cria um estado de ânimo que psicologicamente as direciona fortemente na busca pela solução do problema. O papel da mídia, nos últimos anos, tem sido também um importante fator a motivar as mulheres nesse sentido, uma vez que dita, de forma incontestável, os padrões estéticos da época.

Acreditamos que durante as consultas prévias à realização do procedimento, todos os detalhes que se referem às possíveis complicações cirúrgicas e outras reações do organismo devam ser exaustivamente esclarecidas, para que a paciente possa decidir-se, baseada em informações médicas concretas e não apenas na “ilusão” que as revistas leigas e programas de televisão podem oferecer. Este texto representa apenas alguma informação inicial sobre o procedimento. Prepare-se para longas conversas no consultório, onde poderemos abordar com detalhes os prós e os contras dessa cirurgia.

1. Idade ideal

A utilização de implantes glúteos somente deve ser indicada após a completa definição do contorno corporal, o que acontece por volta dos 18 anos de idade.

2. Cicatrizes

Embora existam casos que necessitem retiradas de pele acima ou abaixo dos glúteos, a via mais comum é o sulco interglúteo, por ser esta a mais adequada, com menor extensão e mais escondida. Durante a consulta poderemos esclarecer detalhadamente os motivos dessa opção cirúrgica. Em alguns casos onde existe grande flacidez dos glúteos, pode ser necessário realizar a ressecção de parte da pele em excesso, o que deverá deixar outras cicatrizes – você será informada dessa necessidade ou não, durante a consulta. As cicatrizes tendem a ficar claras e pouco visíveis mas deverão passar por todas as fases de maturação até que se atinja o resultado esperado, dentro de 6 a 18 meses. Conforme mencionado numa questão anterior, durante este período, algumas manobras poderão ser adotadas nos retornos, a fim de se otimizar o processo de maturação cicatricial.

3. Tempo cirúrgico e anestesia

Todo o procedimento leva em torno de 90 minutos e, na maioria dos casos, é realizado sob anestesia peridural com sedação realizada pelo anestesiologista. A anestesia geral fica reservada para casos excepcionais.

4. Período pós-operatório

Os pacientes normalmente referem dor leve neste procedimento, embora não possamos garantir tal evolução, uma vez que o limiar de dor pode variar significativamente de uma pessoa para a outra. Caso exista algum desconforto, as medicações convencionais são suficientes para resolver o problema, sempre com o devido conhecimento e prescrição do médico.

O inchaço costuma ser moderado nos primeiros dias, quando o repouso é fundamental, principalmente quanto a posição de decúbito ventral durante os primeiros sete dias, evitando-se sentar neste período. A sutura é realizada com fio absorvível internamente e cola cirúrgica externamente, que não precisa ser retirada e promove uma impermeabilização do local evitando-se a contaminação durante a higienização íntima.

5. Tempo de internação e curativo

A alta costuma dar-se no dia seguinte pela manhã. O curativo é bastante simples com microporagem sobre os glúteos e coxim (acolchoado) sobre a sutura. Uma malha compressiva própria deverá exercer uma suave compressão da área operada, sendo mantida sua utilização pelo primeiro mês.

Os esforços físicos devem ser evitados neste período inicial, bem como a exposição ao sol. Após 10 dias, uma leve massagem será indicada no local operado.

6. A prótese

Nos últimos anos, as próteses de silicone apresentaram grandes avanços tecnológicos que aumentaram a sua eficiência no que se refere à biointegração.

O gel passou a ter alta coesividade, o formato passou a apresentar linhas mais adequadas ao contorno glúteo, e o revestimento externo recebeu tratamento especial para minimizar as complicações retráteis. As próteses para os glúteos diferem das de mamas quanto ao formato e apresentam maior resistência, já que ficarão mais susceptíveis a compressão durante o ato de sentar. Durante a consulta você vai conhecer cada uma dessas características e receberá informações detalhadas sobre o modelo e fabricante por nós indicados.

7. O tamanho da prótese

Este é um dado matemático que deverá ser estudado com cautela, e durante as consultas prévias a equipe a ajudará a decidir. Talvez você precise receber informações específicas para então poder fazer uma escolha esclarecida e não apenas motivada pela mídia ou trauma psicológico prévio. Deveremos buscar um par de próteses com volume adequado ao seu biotipo, respeitando as suas aspirações e as suas medidas. Este é um aspecto a ser bastante elucidado durante a consulta.

8. Observações

Existia o conceito de que a vida útil de uma prótese seria de 10 a 12 anos. Com o passar do tempo, a capa que reveste o gel de silicone vai se desgastando, naturalmente. Isso significa que, se nenhum outro problema ocorrer, você deveria trocar o seu implante a cada 10 a 12 anos. Esse período poderia ser diminuído, caso alguma outra complicação aconteça, e que demande essa troca mais precocemente. Por outro lado, nos últimos anos ocorreram avanços tecnológicos que trouxeram melhorias na durabilidade dos implantes, que vem proporcionando, além de melhores resultados, a necessidade de troca mais tardia.

Impossível neste texto abordar adequadamente tudo aquilo que merece comentários. O importante agora é saber que, como em toda cirurgia, existem os riscos inerentes ao procedimento anestésico-cirúrgico. Na maioria das vezes são intercorrências contornáveis, mas ainda assim é preciso que a paciente conheça todas as possibilidades a fim de que possa decidir-se consciente e informada. Durante a sua consulta, além das informações verbais de seu médico, você receberá material impresso para analisar, com calma, em casa.

Se você está ciente do que deseja e avaliou cuidadosamente os prós e os contras envolvendo o procedimento, existem excelentes chances de você ficar muito satisfeita com sua cirurgia. As fotografias de pré e pós-operatório poderão comprovar a grande melhoria do contorno corporal.
É importante lembrar que após a colocação de próteses nos glúteos a paciente não poderá mais tomar injeção neste local, o que poderá ser feito em outras locais do corpo como de costume.

Recomendações

A) Pré-operatório

1) Comunicar qualquer anormalidade que possa lhe ocorrer, quanto ao seu estado geral até a véspera da internação.
2) Não tomar ASPIRINA ou AAS por no mínimo 15 dias antes da cirurgia.
3) Evitar café, frituras, bebidas alcoólicas e refeições muito lautas 3 dias antes da cirurgia.
4) Evitar cigarro por no mínimo 15 dias antes da cirurgia.
5) Tomar VITAMINA C 1g. ao dia, 10 dias antes até 15 dias após a cirurgia.
6) Tomar ARNICA CH6, 2 glóbulos 5 vezes ao dia, 15 dias antes até 15 dias após a cirurgia

B) No dia da cirurgia

1) Comparecer à clinica no horário previsto na sua guia de internação, em jejum absoluto de 8 horas.
2) Não usar maquiagem, jóias e roupas íntimas de tecido sintético no dia da internação.
3) Tomar banho com sabonete neutro ou antisséptico, lavando bem o bumbum e as áreas íntimas.
4) Leve um pijama ou camisola que seja leve e fácil de abrir, pois a limitação de movimentos poderá atrapalhar a sua colocação.
5) Calçar meia elástica ( ¾ ) de suave ou média compressão.
6) Levar a cinta pós-cirúrgica (encomendar préviamente à Lídia ou Daniela).
7) Venha acompanhado (a) para a internação e saiba que não poderá retornar para sua casa dirigindo.

C) Pós-operatório

1) Repousar em decúbito ventral, o que deverá reduzir o edema, a dor e o risco de deslocamento das próteses.
2) Alimentação muito leve no dia da cirurgia e livre a partir do dia seguinte. Carnes, leite e ovos ( proteínas ) são recomendados, assim como vitaminas, em forma de frutas.
3) Manter o curativo seco de acordo com a orientação médica.
4) Evitar esforços físicos, principalmente envolvendo a região operada.
5) Sempre que evacuar, usar o chuveirinho para lavar com água e sabonete a região anal, evitando-se usar papel higiênico espalhando fezes próximo a sutura cirúrgica.
6) Evitar sentar-se nos primeiros sete dias para não comprimir as próteses. Exceto para ir ao banheiro, o que deve ser feito com cuidado.
7) Dependendo de sua evolução pós-operatória, você poderá voltar moderadamente às suas atividades cotidianas, após 4 semanas.

Lipoaspiração e Lipoescultura

A Lipoaspiração é, sem dúvida, uma das cirurgias estéticas mais realizadas em todo o mundo. O princípio baseia-se na introdução, através de pequenas incisões na pele, de cânulas finas até o interior da camada gordurosa subcutânea. Essas cânulas são ocas e possuem orifícios em suas pontas, o que permite que a gordura seja “sugada” pela pressão negativa aplicada em movimentos de vai e vem.

Apesar da simplicidade aparente de um procedimento que praticamente não deixa maiores cicatrizes, a lipoaspiração é uma cirurgia que merece toda atenção e cuidado por parte da equipe médica, que deve estar amplamente familiarizada com os aspectos técnicos de execução e cuidados pós-operatórios. Os cirurgiões filiados à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica realizam a lipoaspiração após completarem dois anos de residência em Cirurgia Geral e mais três anos de residência em Cirurgia Plástica, com constantes avaliações do aproveitamento teórico e habilidade cirúrgica.
A “Lipo”, como é chamada no meio leigo poderá ser um excelente aliado na busca por um contorno corporal mais adequado. Vamos abordar alguns fatores importantes para quem está pensando em se submeter a esta cirurgia.

1. Idade certa

Não existe uma idade correta, mas sim, a oportunidade ideal que é determinada pelo aparecimento do defeito a ser corrigido, desde que haja condições clínicas favoráveis. A lipoaspiração visa retirar o que chamamos de gordura localizada, ou seja, aquela camada de células mais profundas que não se modifica consideravelmente com a perda ou ganho de peso. Normalmente, as áreas acometidas envolvem as coxas e o tronco, embora outras regiões possam também apresentar acúmulos localizados. Assim, o(a) paciente ideal será aquele(a) que encontra-se numa relação de normalidade entre peso e altura (já que não se pretende emagrecer com a cirurgia), e apresenta acúmulos gordurosos localizados com boa elasticidade da pele. Uma vez que a deposição de gordura na formação do contorno corporal deverá acontecer durante a adolescência, desaconselhamos cirurgias em pacientes menores de 15 ou 16 anos.

2. Cicatrizes

As cicatrizes são bastante pequenas (5 a 7 milímetros) e estarão localizadas em torno das áreas a serem tratadas. Várias pequenas incisões serão necessárias para que se possa ter um amplo acesso ao tecido adiposo em diferentes sentidos cardeais. Todos os cuidados serão tomados para que essas incisões sejam posicionadas em locais menos visíveis, e tornem-se linhas discretas e praticamente imperceptíveis, com o passar do tempo.

3. Tempo cirúrgico e anestesia

Todo o procedimento leva em torno de 2 a 3 horas, dependendo extensão das áreas a serem tratadas e na maioria dos casos é realizado sob anestesia peridural, com uma sedação prévia realizada pelo anestesiologista. Nas intervenções menores, a anestesia local com sedação pode ser empregada com sucesso. A anestesia geral fica reservada para casos selecionados onde se realiza algum tipo de associação com outras cirurgias.

4. Período pós-operatório

Os pacientes geralmente se queixam de um certo dolorimento ao toque nos primeiros dias, sendo este quesito passível de ampla variação, uma vez que o limiar de dor pode variar significativamente de uma pessoa para a outra. Caso exista algum desconforto maior, as medicações convencionais serão suficientes para resolver o problema, sempre com o devido conhecimento e prescrição do médico.

O inchaço costuma ser intenso nos primeiros quinze dias, quando o repouso relativo é fundamental. Manchas vermelhas ou arroxeadas costumam se instalar ao redor das áreas operadas, em geral persistindo por uma a duas semanas. Os pontos são retirados entre o sétimo e décimo dias e a melhora do edema deverá acontecer até o primeiro mês, após o qual haverá ainda um inchaço residual com áreas de irregularidade e endurecimento local, que poderá persistir por alguns meses, sem impedir que o(a) paciente exerça as suas atividades sociais cotidianas. Técnicas de massageamento e ultra-som externo poderão ser úteis nessa recuperação pós-operatória. Os esforços físicos devem ser evitados no período inicial, bem como a exposição ao sol.

Os resultados somente poderão ser considerados definitivos após 6 meses e até lá você deverá ter paciência e aguardar a completa recuperação do processo inflamatório.

5. Tempo de internação e recuperação

A alta costuma se dar na manhã do dia seguinte. Durante a primeira semana, os pacientes ficam com um curativo de micropore associado a compressão externa por malha pós-cirúrgica de lycra. A utilização dessa malha deverá se estender pelos dois a três meses subsequentes. Esse curativo tem por objetivo manter em repouso a área operada, com uma discreta compressão sem traumatismo ou manipulação, possibilitando a cicatrização mais rápida e tranquila.

6. Riscos

A lipoaspiração encerra todos os possíveis riscos de qualquer procedimento médico invasivo. Todos os cuidados deverão ser tomados no sentido de minimiza-los através de uma adequada avaliação pré-operatória e uma programação cirúrgica cautelosa, orientada por profissionais legal e eticamente capacitados. Os limites de segurança na Lipoaspiração têm sido amplamente discutidos e foram alvo de uma resolução específica do Conselho Federal de Medicina, que regulamenta a sua execução no Brasil –Você deverá discutir esses aspectos durante a consulta para juntamente com seu médico estabelecer as prioridades de um programa adequado para o seu caso.

7. Quantidade de gordura retirada e flacidez de pele

Muitos centros de pesquisa ao redor do mundo estão procurando elucidar a quantidade máxima de gordura a ser lipoaspirada dentro dos limites de segurança. Embora ainda não exista um consenso absoluto na comunidade científica mundial, o volume total aspirado não deverá ultrapassar 5 a 7 % do peso do(a) paciente, ou ainda ultrapassar a extensão máxima de 40% da área corporal total.

Embora exista uma tendência de retração cutânea após a lipoaspiração, sabe-se que quanto mais gordura aspirada, maior a tendência de flacidez residual. Isso está também relacionado à idade do(a) paciente bem como da condição prévia da sua pele. Você deverá discutir as suas possibilidades durante a consulta pois em alguns casos poderão ser utilizados cuidados mais ou menos invasivos para corrigir ou amenizar a flacidez cutânea.

8. Lipoaspiração e celulite

O aspecto inestético da celulite está relacionado ao déficit do metabolismo da camada superficial de gordura e não da gordura localizada(profunda). Para correção desta deformidade serão necessárias outras medidas que envolvem o massageamento do tecido, uma dieta especial e exercícios físicos (Clique Aqui para detalhes).

9. Observações

Lembre-se de que a Lipoaspiração não foi feita para emagrecer ninguém… Seu contorno corporal, esse sim poderá ser extremamente harmonizado pela cirurgia e as suas roupas bem como as fotografias de pré e pós-operatório poderão comprovar os resultados. Entretanto, é importante levar em consideração o fato de que a lipoaspiração não é uma solução milagrosa e livre de complicações. Procure estar muito bem informado(a) sobre todos os aspectos antes de se decidir por uma cirurgia
Algumas recomendações para a LIPOASPIRAÇÃO

A) Pré-operatório

1) Comunicar qualquer anormalidade que possa lhe ocorrer, quanto ao seu estado geral até a véspera da internação.
2) Não tomar ASPIRINA ou AAS por no mínimo 15 dias antes da cirurgia.
3) Evitar café, frituras, bebidas alcoólicas e refeições muito lautas 3 dias antes da cirurgia.
4) Evitar cigarro por no mínimo 15 dias antes da cirurgia.
5) Tomar VITAMINA C 1g. ao dia, 10 dias antes até 15 dias após a cirurgia.
6) Tomar ARNICA CH6, 2 glóbulos 5 vezes ao dia, 15 dias antes até 15 dias após a cirurgia.

B) No dia da cirurgia

1) Comparecer à clinica no horário previsto na sua guia de internação, em jejum absoluto de 8 horas.
2) Não usar maquiagem, jóias e roupas íntimas de tecido sintético no dia da internação.
3) Realizar a raspagem de pelos se solicitado pelo médico.
4) Venha acompanhado (a) para a internação e saiba que não poderá retornar para sua casa dirigindo.
5) tomar banho com sabonete neutro (glicerina), lavando bem as áreas a serem operadas.
6) Leve um pijama ou camisola que seja leve e fácil de abrir e de abotoar e não camiseta, pois a limitação de movimentos com os braços poderá atrapalhar a sua colocação.
7) Calçar meia elástica ( ¾ ) de suave ou média compressão.
8) Levar a malha elástica pós-cirúrgica ( encomendar previamente à Lídia ou Daniela).

C) Pós-operatório

1) Repousar adequadamente nos primeiros dias, o que deverá reduzir o edema e o risco de hematomas.
2) Alimentação leve no dia da cirurgia e livre a partir do dia seguinte. Líquidos a vontade, carnes, leite e ovos ( proteínas ) são recomendados, assim como vitaminas, em forma de frutas, principalmente que contenham vitamina C.
3) Evitar sol, vento e friagem nos primeiros dias.
4) Obedecer à prescrição médica.
5) Voltar ao consultório para curativo e revisão nos dias estipulados.
6) Usar a malha compressiva por tempo integral durante 2 meses, conforme orientação médica.
7) Iniciar as massagens (drenagem linfática ) por volta do 4º dia após a cirurgia.
8) Dependendo de sua evolução pós-operatória, você poderá voltar às suas atividades normais, após alguns dias.

A cirurgia plástica estética das mamas compreende um importante capítulo da especialidade, podendo envolver vários tipos de procedimentos. Neste texto procuraremos discutir as cirurgias de redução mamária e ainda o chamado levantamento das mamas posadas(caídas).

Essas duas cirurgias podem ter a sua indicação associada ou não, portanto cada caso deverá ser analisado em particular para se estabelecer as prioridades no tratamento, bem como a programação cirúrgica. Geralmente, a ação da gravidade em associação com outros fatores como amamentação, flacidez cutânea e variações ponderais são os responsáveis pelo aspecto inestético de mamas grandes e caídas. O nosso objetivo será indicar uma técnica que apresente os melhores resultados às custas da menor morbidade possível.

A utilização de implantes mamários será discutida isoladamente em outro capítulo. Vamos abordar aqui apenas os aspectos envolvidos na chamada Mamoplastia Redutora e Mastopexia(levantamento) de pacientes do sexo feminino. Eis alguns fatores importantes a serem discutidos na consulta.

1. Idade ideal

Não existe uma idade ideal, mas sim, a oportunidade ideal que é determinada pelo aparecimento dos defeitos a serem corrigidos, desde que o desenvolvimento da glândula mamária já esteja devidamente concluído. Isso costuma acontecer por volta dos 15 a 16 anos de idade. Pacientes mais jovens devem aguardar este período para realizar um tratamento definitivo e eficiente.

Não é preciso aguardar ter filhos e amamentar para ver corrigida uma mama que atrapalha a vida de uma paciente, já que a cirurgia, via de regar, não altera a capacidade de aleitamento da mulher. O peso da paciente é, em muitos casos, um fator fundamental para o sucesso da cirurgia. A paciente deverá estar com uma relação Peso/Altura definida e estável, pois variações ponderais se refletem sobremaneira na região mamária e poderão prejudicar o resultado obtido após uma cirurgia. Conhecidos estes parâmetros gerais, cada caso deverá ser analisado em particular para se estabelecer o melhor cronograma para a cirurgia e demais tratamentos.

2. Cicatrizes

As cicatrizes da plástica mamária se localizam em volta da aréola e podem também se posicionar no sulco submamário com uma linha vertical unindo as duas incisões (“T” Invertido). Dependendo de cada caso e daquilo que se pretenda realizar durante a cirurgia, poderemos indicar técnicas com maior ou menor extensão da cicatriz resultante. Ao redor da aréola, a cicatriz costuma ser igual para os diversos casos ao passo que o “T” Invertido deverá variar de acordo com os excessos a serem retirados, ou seja, depende do tamanho e flacidez mamária. Uma vez que essa cicatriz será “trabalhada” para ficar bem camuflada, consideramos que obter uma bela forma da mama é prioritário em relação a se minimizar a cicatriz, embora as duas coisas devam ser buscadas.
Todos os esforços serão feitos no sentido de produzir uma cicatriz o mais imperceptível possível. Além da sutura adequada, algumas manobras serão utilizadas na evolução da cicatriz, como a compressão por micropore, gel de silicone, massageamento com creme manipulado, infiltração local, betaterapia e até mesmo uma revisão cirúrgica nos casos onde existe hipertrofia ou outros distúrbios da cicatrização. O importante é acompanhar os retornos e seguir as orientações, tendo sempre em mente que a cicatriz somente vai estar completamente madura de 6 a 18 meses após a cirurgia. Você deverá discutir detalhadamente essa questão com seu médico.

3. Tempo cirúrgico e anestesia

Todo o procedimento pode levar em torno de 2 a 4 horas, dependendo da extensão da programação cirúrgica. A anestesia utilizada é o bloqueio peridural associado a sedação, sempre realizada pelo anestesiologista. Em alguns casos pode ser realizado anestesia geral, dependendo de uma criteriosa avaliação de cada paciente.

4. Período pós-operatório

Os pacientes raramente se queixam de dor neste procedimento, embora não possamos garantir tal evolução, uma vez que o limiar de dor pode variar significativamente de uma pessoa para a outra. Caso exista algum desconforto, as medicações convencionais são suficientes para resolver o problema, sempre com o devido conhecimento e prescrição do médico.

O inchaço costuma ser moderado nos primeiros dias, quando o repouso é fundamental, principalmente nos movimentos do braço. Manchas vermelhas ou arroxeadas podem eventualmente se instalar nas áreas descoladas por uma a duas semanas. Somente os pontos da aréola precisarão ser retirados, por volta do 7° dia. A sutura inferior é realizada com fio absorvível e não precisa ser retirada. Os curativos serão agendados pelo médico e a melhora do edema costuma acontecer até o primeiro mês, após o qual haverá ainda um inchaço residual e discreto que poderá persistir por alguns meses, sem impedir que o(a) paciente tenha as suas atividades sociais cotidianas. Os esforços físicos devem ser evitados neste período inicial, bem como a exposição ao sol.

5. Tempo de internação e curativo

A alta costuma se dar no dia seguinte pela manhã, aumentando a segurança do procedimento. O curativo é bastante simples com microporagem sobre as mamas e um sutian próprio deverá exercer uma suave compressão da área operada, sendo mantida sua utilização pelo primeiro mês. Mais uma vez, alertamos para a necessidade do repouso na movimentação dos braços, cuidados esses que serão exaustivamente relembrados nos retornos para curativos.

6. Resultado definitivo

Normalmente após 6 meses, pois já não mais haverá inchaço residual e o formato das mamas estará bem mais definido, após a chamada báscula da mama que promove o arredondamento natural do pólo inferior através da própria ação da gravidade . Entretanto, logo após o primeiro mês já teremos uma grande redução do edema com o aspecto desejado de mamas mais firmes e bonitas. As cicatrizes, por sua vez, deverão passar por todas as fases de maturação até que se atinja o resultado esperado, dentro de 6 a 18 meses.

Conforme mencionado numa questão anterior, durante este período, algumas manobras poderão ser adotadas nos retornos, a fim de se otimizar o processo de maturação cicatricial.

Observações

É certo que haverá perda de peso e também de medidas mas não se pode dar garantias numéricas. Cada caso representa uma avaliação única pelas características de tronco e da própria mama. Após discutir com a paciente as suas expectativas, o cirurgião procurará atingir o resultado mais harmônico entre o seu desejo e as suas condições torácicas. Este é um aspecto a ser bastante bem compreendido durante a consultas.

Se você está ciente do que deseja e o cirurgião puder lhe propiciar aquilo que você pediu, sem dúvida o resultado da cirurgia compensa. As fotografias de pré e pós-operatório poderão comprovar a grande melhoria do contorno corporal. Entretanto, é importante levar em consideração o fato de que a mamoplastia isoladamente não proporciona tudo aquilo que é possível se atingir no contorno corporal. Muitas pacientes poderão se beneficiar ainda pela utilização de próteses, lipoaspirações associadas e ainda outras terapias estéticas alternativas.

Recomendações

A) Pré-operatório

1) Comunicar qualquer anormalidade que possa lhe ocorrer, quanto ao seu estado geral até a véspera da internação.
2) Não tomar ASPIRINA ou AAS por no mínimo 15 dias antes da cirurgia.
3) Evitar café, frituras, bebidas alcoólicas e refeições ”pesadas“ 3 dias antes da cirurgia.
4) Evitar cigarro por no mínimo 15 dias antes da cirurgia.
5) Tomar VITAMINA C 1g. ao dia, 10 dias antes até 15 dias após a cirurgia.
6) Tomar ARNICA CH6, 2 glóbulos 5 vezes ao dia, 15 dias antes até 15 dias após a cirurgia.
7) Evitar fórmulas e medicamentos de emagrecimento, bem como diuréticos no mínimo 10 dias antes da cirurgia.

B) No dia da cirurgia

1) Comparecer à clinica no horário previsto na sua guia de internação, em jejum absoluto de 8 horas.
2) Não usar maquiagem, jóias e roupas íntimas de tecido sintético no dia da internação.
3) Tomar banho com sabonete neutro ou antisséptico, lavando bem as mamas e axilas.
4) Leve um pijama ou camisola que seja leve e fácil de abrir e de abotoar e não camiseta, pois a limitação de movimentos com os braços poderá atrapalhar a sua colocação.
5) Calçar meia elástica ( ¾ ) de suave ou média compressão.
6) Levar o sutiã pós-cirúrgico (encomendar previamente à Lídia ou Daniela).
7) Saiba que o tecido mamário a ser retirado será encaminhado para estudo anátomo-patológico de rotina.
8) Venha acompanhado (a) para a internação e saiba que não poderá retornar para sua casa dirigindo.

C) Pós-operatório

1) Repousar em decúbito dorsal com cabeceira elevada, o que deverá reduzir o edema e o risco de hematomas.
2) Alimentação muito leve no dia da cirurgia e livre a partir do dia seguinte. Carnes, leite e ovos ( proteínas ) são recomendados, assim como vitaminas, em forma de frutas.
3) Manter o curativo seco de acordo com a orientação médica.
4) Evitar esforços físicos, principalmente envolvendo a região operada (movimentação de braços).
5) Não se expor ao sol e calor intenso até a liberação do cirurgião.
6) Voltar ao consultório para curativo e revisão nos dias estipulados.
7) Evitar traumatizar ou mesmo “coçar” as cicatrizes.
8) Dependendo de sua evolução pós-operatória, você poderá voltar moderadamente às suas atividades cotidianas, após 4 semanas.

A colocação de silicone mamário é uma decisão importante na vida de uma mulher e, como tal, não deve ser tomada sem o devido tempo de reflexão para compreender adequadamente todas as implicações deste ato. Normalmente, em face de apresentar mamas pequenas, muitas pacientes vivenciam situações desagradáveis em seu cotidiano e isso tudo cria um estado de ânimo que psicologicamente as direciona fortemente na busca pela solução do problema.

O papel da mídia, nos últimos anos, tem sido também um importante fator a motivar as mulheres nesse sentido, uma vez que dita, de forma incontestável, os padrões estéticos da época.
Acreditamos que durante as consultas prévias à realização do procedimento, todos os detalhes que se referem às possíveis complicações cirúrgicas e outras reações do organismo devam ser exaustivamente esclarecidas, para que a paciente possa decidir-se, baseada em informações médicas concretas e não apenas na “ilusão” que as revistas leigas e programas de televisão podem oferecer. Este texto representa apenas alguma informação inicial sobre o procedimento. Prepare-se para longas conversas no consultório, onde poderemos abordar com detalhes os prós e os contras dessa cirurgia.

1. Idade ideal

A utilização de implantes mamários somente deve ser indicada após a completa formação das mamas, o que acontece por volta dos 15 a 16 anos de idade.

2. Cicatrizes

Embora existam opções de colocação das próteses pela aréola e pela axila, em nossa experiência, a via submamária é a primeira escolha, por acreditarmos ser esta a mais adequada, com menor extensão e mais escondida, ficando as outras duas opções reservadas para alguns casos selecionados que demonstrarem obter melhor resultado. Durante a consulta poderemos esclarecer detalhadamente os motivos dessa opção cirúrgica. Em alguns casos onde existe grande flacidez das mamas, pode ser necessário realizar a ressecção de parte da pele em excesso, o que deverá deixar outras cicatrizes – você será informada dessa necessidade ou não, durante a consulta. As cicatrizes tendem a ficar claras e pouco visíveis mas deverão passar por todas as fases de maturação até que se atinja o resultado esperado, dentro de 6 a 18 meses. Conforme mencionado numa questão anterior, durante este período, algumas manobras poderão ser adotadas nos retornos, a fim de se otimizar o processo de maturação cicatricial.

3. Tempo cirúrgico e anestesia

Todo o procedimento leva em torno de 60 a 90 minutos e, na maioria dos casos, é realizado sob anestesia peridural com sedação realizada pelo anestesiologista. A anestesia geral fica reservada para casos excepcionais.

4. Período pós-operatório

Os pacientes raramente se queixam de dor neste procedimento, embora não possamos garantir tal evolução, uma vez que o limiar de dor pode variar significativamente de uma pessoa para a outra. Caso exista algum desconforto, as medicações convencionais são suficientes para resolver o problema, sempre com o devido conhecimento e prescrição do médico.

O inchaço costuma ser moderado nos primeiros dias, quando o repouso é fundamental, principalmente nos movimentos do braço. Manchas vermelhas ou arroxeadas podem eventualmente se instalar nas áreas descoladas por uma a duas semanas. A sutura inferior é realizada com fio absorvível e não precisa ser retirada.

5. Tempo de internação e curativo

A alta costuma dar-se no dia seguinte pela manhã. O curativo é bastante simples com microporagem sobre as mamas e um sutiã próprio deverá exercer uma suave compressão da área operada, sendo mantida sua utilização pelo primeiro mês. Os esforços físicos devem ser evitados neste período inicial, bem como a exposição ao sol. Após 10 dias, uma leve massagem será indicada no local da mama.

6. A prótese

Nos últimos anos, as próteses de silicone apresentaram grandes avanços tecnológicos que aumentaram a sua eficiência no que se refere à biointegração. O gel passou a ter alta coesividade, o formato passou a apresentar linhas mais adequadas ao contorno mamário, e o revestimento externo recebeu tratamento especial para minimizar as complicações retráteis. Durante a consulta você vai conhecer cada uma dessas características e receberá informações detalhadas sobre o modelo e fabricante por nós indicados.

7. O tamanho da prótese

Este é um dado matemático que deverá ser estudado com cautela, e durante as consultas prévias a equipe a ajudará a decidir. Talvez você precise receber informações específicas para então poder fazer uma escolha esclarecida e não apenas motivada pela mídia ou trauma psicológico prévio. Deveremos buscar um par de mamas com volume adequado ao seu biotipo, respeitando as suas aspirações e as suas medidas. Este é um aspecto a ser bastante elucidado durante a consulta.

8. Observações

Existia o conceito de que a vida útil de uma prótese seria de 10 a 12 anos. Com o passar do tempo, a capa que reveste o gel de silicone vai se desgastando, naturalmente. Isso significa que, se nenhum outro problema ocorrer, você deveria trocar o seu implante a cada 10 a 12 anos. Esse período poderia ser diminuído, caso alguma outra complicação aconteça, e que demande essa troca mais precocemente. Por outro lado, nos últimos anos ocorreram avanços tecnológicos que trouxeram melhorias na durabilidade dos implantes, que vem proporcionando, além de melhores resultados, a necessidade de troca mais tardia.

Impossível neste texto abordar adequadamente tudo aquilo que merece comentários. O importante agora é saber que, como em toda cirurgia, existem os riscos inerentes ao procedimento anestésico-cirúrgico. Na maioria das vezes são intercorrências contornáveis, mas ainda assim é preciso que a paciente conheça todas as possibilidades a fim de que possa decidir-se consciente e informada. Durante a sua consulta, além das informações verbais de seu médico, você receberá material impresso para analisar, com calma, em casa.
Se você está ciente do que deseja e avaliou cuidadosamente os prós e os contras envolvendo o procedimento, existem excelentes chances de você ficar muito satisfeita com sua cirurgia. As fotografias de pré e pós-operatório poderão comprovar a grande melhoria do contorno corporal.

Recomendações

A) Pré-operatório

1) Comunicar qualquer anormalidade que possa lhe ocorrer, quanto ao seu estado geral até a véspera da internação.
2) Não tomar ASPIRINA ou AAS por no mínimo 15 dias antes da cirurgia.
3) Evitar café, frituras, bebidas alcoólicas e refeições muito lautas 3 dias antes da cirurgia.
4) Evitar cigarro por no mínimo 15 dias antes da cirurgia.
5) Tomar VITAMINA C 1g. ao dia, 10 dias antes até 15 dias após a cirurgia.
6) Tomar ARNICA CH6, 2 glóbulos 5 vezes ao dia, 15 dias antes até 15 dias após a cirurgia

B) No dia da cirurgia

1) Comparecer à clinica no horário previsto na sua guia de internação, em jejum absoluto de 8 horas.
2) Não usar maquiagem, jóias e roupas íntimas de tecido sintético no dia da internação.
3) Tomar banho com sabonete neutro ou antisséptico, lavando bem as mamas e axilas.
4) Leve um pijama ou camisola que seja leve e fácil de abrir e de abotoar e não camiseta, pois a limitação de movimentos com os braços poderá atrapalhar a sua colocação.
5) Calçar meia elástica ( ¾ ) de suave ou média compressão.
6) Levar o sutiã pós-cirúrgico (encomendar préviamente à Lídia ou Daniela).
7) Venha acompanhado (a) para a internação e saiba que não poderá retornar para sua casa dirigindo.

C) Pós-operatório

1) Repousar em decúbito dorsal com cabeceira elevada, o que deverá reduzir o edema e o risco de hematomas.
2) Alimentação muito leve no dia da cirurgia e livre a partir do dia seguinte. Carnes, leite e ovos ( proteínas ) são recomendados, assim como vitaminas, em forma de frutas.
3) Manter o curativo seco de acordo com a orientação médica.
4) Evitar esforços físicos, principalmente envolvendo a região operada (movimentação de braços).
5) Voltar ao consultório para curativo e revisão nos dias estipulados.
6) Evitar traumatizar ou mesmo “coçar” as cicatrizes.
7) Dependendo de sua evolução pós-operatória, você poderá voltar moderadamente às suas atividades cotidianas, após 4 semanas.